A icônica atriz e modelo Betty Lago morreu em 2015, após tratamento contra um câncer na vesícula, diagnosticado em 2012. Os anos que sucederam a partida foram marcados por uma disputa judicial entre os filhos da artista, Patrício e Bernardo. O caso voltou à tona agora após ser assunto no programa “Arquivo da Fama”.
No testamento, Betty deixa 80% de toda sua fortuna para Bernardo, enquanto Patrícia foi agraciada com apenas 20%. A filha da atriz, que fez novelas icônicas como "Uga Uga", acionou a Justiça e acusou o irmão de fraudar o testamento e cometer o “crime de captação dolosa".
Patrícia apontou que o testamento foi assinado cerca de 30 horas antes de Betty falecer, em 13 de setembro, e que a mãe não teria condições mentais de assinar um documento desta importância. Ela apresentou atestados médicos assinados 10 dias antes do falecimento, que diziam que a artista estava debilitada e em estado de confusão.
Dois dias antes, a equipe de Homecare teria assinado um novo atestado, que afirmava que Betty tinha “grau de consciência no pior estado”. Em carta enviada ao programa “A Tarde é Sua”, Bernardo negou as acusações da irmã e disse que cuidou da mãe durante todo o tratamento contra o câncer.
“Foi por vontade própria, duas semanas antes de falecer, que ela decidiu fazer seu testamento e não foi influenciada por ninguém. A assinatura ocorreu às claras, todos que estavam presentes puderam presenciar a leitura na íntegra e todas as assinaturas foram concluídas. Vivi com ela os melhores momentos da minha vida”, declarou.
O processo, que começou a ser repercutido pela mídia em 2019, teve um desfecho favorável para Bernardo em fevereiro deste ano. Segundo testemunhas e relatórios, Betty estava fisicamente debilitada, mas permanecia lúcida, sem comprometimento das funções neurológicas. Com isso, o testamento foi mantido.
Entre as testemunhas ouvidas, estavam um ex-companheiro de Betty e a diarista que trabalhou com ela por 30 anos. A juíza também apontou que não há menções ao comprometimento das funções neurológicas em atestados médicos.
“Analisando os documentos que instruem a inicial, verifica-se que nos relatórios médicos (fls. 93, 96, 98 e 100) não há qualquer menção quanto ao comprometimento das funções neurológicas da testadora, inexistindo dúvidas médicas quanto à sua capacidade mental”, diz um trecho da decisão.
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